RPG de mesa e seu esquecimento...

Venha aqui tomar um copo de leite e discutir sobre tudo que quiser (contanto que o assunto não esteja relacionado com uma das seções acima ou abaixo).

RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor nawakisan » 11/06/2011 (Sábado), às 22h14min

Nestes tempos atuais das internets, quando se fala em RPG, logo pensamos em Tíbia(?), Ragnarock e jogos do gênero. Mas o que poucos sabem, é que o RPG de mesa foi o precursor dos MMORPGS e RPGS atuais.

Sim esses ''joguinhos'' de livro, onde se cria e interpreta um personagem, criando fichas, resolvendo enigmas, viajando entre reinos mágicos e derrotando vilões. Os RPGS de mesa, eram a segunda opção aos videojogos; normalmente jogados em dias de chuva e por pessoas que não possuíam consoles( tipo eu :=D: ).

Com o avanço das tecnologias, tantos os livros, quanto os RPGS de mesa, se tornaram antigos e...er hoje em dia é bem difícil encontrar, grupos de jogadores de RPG de mesa.
Hoje ainda há, grupos de RPGistas( :wat: ), inclusive jogando em Live Action( praticamente um teatro, que inclui se vestir como o personagem criado, agir como ele e afins ).

Assim como jogos, Rock in`roll e Animes, os RPGS de mesa sofrem um preconceito, por parte de pais e outras pessoas, que equivocadamente acham, que RPG de mesa é uma espécie de culto e afins.

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Mas e aí, o que vocês acham dos RPGS de mesa?
Já jogaram algum?
Será que RPG de mesa é coisa do passado e deve ser enterrado e esquecido?
Ainda existem bons RPGS de mesa?

ps: dei um ajeitada no título do tópico...que gafe heim :palm:
Editado pela última vez por nawakisan em 11/06/2011 (Sábado), às 22h36min, em um total de 2 vezes.
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Re: RPJ de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor shadowlink » 11/06/2011 (Sábado), às 22h32min

RP... J? :wat: Na minha época, chamávamos de RPG :P

Anyway... Jogo RPGs desde pirralho, até hoje. Eu já praticava um hobby semelhante antes de ser formalmente introduzido ao jogo, por volta dos 6~9 anos, criando estórias imaginárias com meus amigos. Não haviam regras, e em geral eu assumia o papel de Mestre ao emsmo tempo que era um dos jogadores (desnecessário dizer, eu acabava sempre tendo uma certa "vantagem").

Por volta dos 10 anos, fui introduzido ao sistema 3D&T, com aquelas edições especiais da revista Dragão Brasil que incluiam as regras do jogo e algum cenário baseado em jogos eletrônicos (Megaman, Street Fighter, Darkstalkers).

Com o tempo, eu passei a ser um leitor da revista, e por consequência aderi ao cenário de Tormenta, o qual até hoje acompanho. Foi por volta desta época que eu mudei de escola, na antiga 5ª série (não faço idéia do que seja chamada hoje em dia :P), conhecendo novos amigos, e me aprofundando ainda mais no hobby. Entre meu antigo grupo de amigos de escola, que também eram meus vizinhos, e um novo grupo de amigos, eu joguei diversos sistemas e estilos de jogos diferentes. Desde 3D&T e Daemon até Storyteller e D&D, esta foi a época que eu mais jogava.

Por volta da época do Ensino Médio, jogar RPG foi ficando cada vez mais raro. Joguei algumas campanhas nesta época, mas em geral as seções de jogo eram mais espaçadas, e por vezes acabavam se deteriorando ao ponto do jogo ser deixado de lado, e o grupo ficar apenas socializando.

Há poucos anos, eu dei uma revivida no hobby, jogando novamente com meus antigos vizinhos. Até hoje estou mestrando uma campanha, embora nós joguemos em intervalos bem irregulares (e a última seção foi há quase um ano atrás). Até hoje eu coleciono revistas de RPG (a Dragonslayer, agora que a Dragão Brasil deixou de existir), mas me recuso a usar cenários pré-definidos, criando meu próprio mundo.

Poderia falar de RPG o dia inteiro, isso é apenas um resumo da minha experiência com o hobby. Agora, respondendo às perguntas da OP:

Não, RPG de mesa não é coisa do passado. Mesmo com o crescimento na complexidade de jogos eletrônicos, entre eles o gênero "RPG", o RPG de mesa ainda oferece muito mais liberdade de ação e criação aos seus jogadores. Bastando um grupo de amigos, você pode jogar um jogo com qualquer temática que quiser, criar qualquer personagem, contar qualquer estória. Isso é uma liberdade que RPGs eletrônicos provavelmente nunca oferecerão. A única coisa restringindo você em um RPG é a sua imaginação, e aquela do seu grupo.

E sim, ainda existem bons RPGs de mesa. No final, mesmo o sistema de jogo é apenas secundário à imaginação, e as regras não estão esculpidas em pedras. Enquanto houverem jogadores imaginativos, haverá bons RPGs. Mas se nós interpretarmos a pergunta como se referindo apenas a sistemas, ainda temos D&D 4E, o D&D 3.5, mantido vivo graças à Open Game License, e com uma quantidade absurda de material disponível, GURPS 4ª Edição, Storytelling, 3D&T... Todos bons sistemas, dependendo do que o seu grupo prefere jogar. E mesmo sistemas antigos, embora não recebam material novo, podem ser jogados, então qualquer sistema de RPG ainda é válido, dando infinitas opções para um grupo disposto.
Editado pela última vez por shadowlink em 11/06/2011 (Sábado), às 22h43min, em um total de 1 vez.
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Esquecimento?

Mensagempor lpslucasps » 11/06/2011 (Sábado), às 22h41min

Os RPGs de mesa não foram esquecidos, pelo simples fato de que nunca foram "mainstream". Não sei se já foram mais populares antigamente, mas é fato que nunca praticados pelo "povão", mantendo-se em círculos sociais normalmente menores.

O gênero pode até não estar em sua época dourada, mas o grupo de jogadores de RPGs de tabuleiro/mesa ainda existe e é forte e fiel - tal qual acontece com outros jogos, como jogos de carta (Magic, Yu-Gi-Oh) e jogos de tabuleiro (Descobridores de Catan, Commands & Colors). Você encontra aos montes principalmente nas universidades, em especial cursos de graduação na área de computação ou exatas (sim, o esteriótipo é verdadeiro).
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Re: Esquecimento?

Mensagempor shadowlink » 11/06/2011 (Sábado), às 22h55min

lpslucasps escreveu:Não sei se já foram mais populares antigamente, mas é fato que nunca praticados pelo "povão", mantendo-se em círculos sociais normalmente menores.

Você toca um ponto interessante. Havia, alguns anos atrás, uma grande discussão acerca da "Crise do RPG no Brasil". Um lado defendia que a indústria estava em declínio, com jogadores antigos abandonando o hobby, enquanto novos jogadores não aderiam a ele na mesma taxa. O outro lado defendia que não havia um número decadente de jogadores, mas sim um aumento absurdo de material de má qualidade disponível, e que isso causou uma natural queda nas vendas. No fim das contas, o lado que reclamava do declínio acabou definhando completamente, enquanto o outro ainda está aí :P

Na minha opinião, os dois lados tinham alguma razão. A década de 90 e início dos anos 2000 foram um pico na popularidade do RPG, mesmo ainda sendo um hobby "underground". O início dos anos 2000 marcaram também a criação da Open Game License, que permitia qualquer pessoa a usar parte do material que compõe D&D para criar seus próprios livros, completamente de graça, e sem nenhum vínculo com a Wizards of the Coast (que publica D&D). Isso permitia que qualquer editora fundo de auintal lançasse material para o sistema D20, criando um fluxo crescente de material de má qualidade. Com o tempo, esse mercado saturou, e apenas os trabalhos de qualidade vingaram, ao mesmo tempo que a "era de ouro" foi passando.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor Luki4n » 11/06/2011 (Sábado), às 23h06min

Nunca gostei de RPG de mesa, não sei o porquê. Quando eu jogava com meus amigos, não tinham fichas e dados, era mais um "jogo de imaginação" mesmo, era divertido, mas não tinha todo o formalismo dos RPG's de mesa e talvez por isso não costumava durar muito (até porque todo mundo sempre queria ser o mestre, hehe).
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor Vinci » 12/06/2011 (Domingo), às 00h38min

RPG de mesa é bacana pra caramba, só não jogo por morar em uma cidade pequena e... Bem, não acho fácil montar um grupo de RPG. Pra coisa dar certo você tem que achar uma turma de pessoas que você goste e que tenham criatividade para criar personagens legais e maturidade (o mais importante) para jogar interpretando. E mesmo depois de encontrar os amigos certos ainda é muito difícil que todas essas pessoas legais e inteligentes morem perto umas das outras, a logística ferra quase todos os grupos de RPG que eu conheço.

O legal é que apesar das dificuldades, quando bem mestrado e bem jogado o RPG é muito foda.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor Madream » 12/06/2011 (Domingo), às 07h32min

Sempre tive preconceito com RPGs de mesa, e quando tinha meus 14 ou 15 anos tinha vários amigos que jogavam D&D e semelhantes e apesar de eu adorar esse universo fantástico medieval ao bom estilo Senhor dos Anéis, nunca me interessei por jogar. Um belo dia fui na casa de um desses amigos e estava rolando uma sessão de D&D, por insistência deles criei uma ficha e comecei a jogar. Não achei grande coisa, e por isso acabei ficando mais anos parado e longe do universo.

Mas aí aconteceu o point of no return, tinha 18 anos já e descobri que alguns outros amigos meus (sem nenhuma relação com os primeiros) tinham um grupo de Vampiro - A Máscara. Eu tinha um preconceito maior ainda de Vampiro, porque D&D eu só não via muita graça, já Vampiro eu tinha passado a minha adolescência inteira ouvindo meus amigos jogadores de D&D falando mal. Muita insistência foi necessária pra eu começar a jogar Vampiro, só que quando eu criei a minha ficha e comecei a jogar o resultado foi diferente.

Me apaixonei a primeira vista pelo sistema. A liberdade do Storyteller, a grande diferença entre um mestre e um narrador, o universo de Vampiro no geral, tudo me encantou. Comecei a jogar e daquele ponto em diante não parei mais. Cheguei a jogar acho que um ano naquele grupo de Vampiro, como Ventrue (um dos vários clãs do jogo), mas depois acabei parando por desavenças com o narrador.

Faz um tempo já que estou sem jogar, mas ano que vem um grande amigo meu que é um exímio narrador vai se mudar pra perto de mim (Porto Alegre), e aí eu vou com certeza voltar a honrar o meu sangue azul de Ventrue nas noites dessa minha não-vida.

RPG de mesa é sensacional. Para aqueles que nunca jogaram: Tentem encontrar um grupo e começar pra ver se gostam. E para aqueles que tentaram uma ou duas vezes e não gostaram, talvez você só ainda não encontrou o sistema ideal pra você, como eu não tinha encontrado com D&D. :P
Com um punhado de areia, eu mostrarei o terror a vocês.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor shadowlink » 12/06/2011 (Domingo), às 11h01min

Madream escreveu:a grande diferença entre um mestre e um narrador

Masoque? "Metre" e "narrador" são apenas dois nomes para a mesma coisa. Claro, campanhas de Vampiro tendem a ter um estilo muito diferente de uma de D&D, com Vampiro sendo conhecido por focar mais na interpretação e D&D sendo mais hack'n'slash (mas mesmo isso é uma questão de gosto, no fundo. É perfeitamente possível jogar uma campanha hack'n'slash em Vampiro, e uma cheia de intriga, trapaça e drama em D&D), e isso faz com que o mestre/narrados muitas vezes haja de formas diferentes para se adaptar ao sistema, mas no fundo a função dos dois é a mesma.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor Dark Lord Ganondorf » 12/06/2011 (Domingo), às 11h20min

Luki4n escreveu:(até porque todo mundo sempre queria ser o mestre, hehe).


Mas ser o mestre é bem mais chato ii

Já joguei RPG de mesa a uns 4 ou 5 anos atrás, por ai. Mas era meio várzea, ninguém mestrava bem e todo mundo ficava zoando na aventura, no fim das contas acabávamos nos divertindo bastante, mas acredito que pra jogadores mais bitolados nem seria considerado um jogo de RPG aquilo xD Malemá os personagens tinham história, só o mestre se dava o trabalho de criar alguma coisa e começava todo mundo junto por algum motivo místico xD. Uma vez ou outra eu joguei certinho e foi até que legal, mas o que mais me incomoda nesse jogo é o fato de ficar se encontrado rotineiramente por muito tempo, chega uma hora que cansa, e as vezes tem coisa melhor pra fazer do que jogar, mas você assumiu um compromisso =/

A uns tempos atrás eu vi um programa pra jogar rpg de mesa pela net, achei a idéia interessante, fica mais fácil pra achar uma galera que curte jogar. Mas atualmente eu jamais jogaria, sei la, passou a idade, nem tem mais graça =/

E lpslucasps, não entendo como se encontra aos montes em universidades ii Aqui onde eu faço facul tem bitolaria civil, elétrica, mecânica e ainda tem física e matemática. Concordo que deve ter um ou outro jogando rpg, mas não em maior quantidade que as pivetaiada. Eu mesmo e mais 3 amigos paramos de jogar RPG justamente quando entramos na facul, e eu sou o único que não faz bitolaria.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor Kon » 12/06/2011 (Domingo), às 11h53min

narrador é um termo usado em Live apenas, ja que não tem mestre e todas as ações são dadas por alguma pessoa, então o "mestre" é chamado de narrador, ja que tudo que ele faz é narrar algumas coisinhas, normalmente a historia se desenrola meio sozinha... eu joguei live por um tempo, mas era muita panelinha, onofre etc... ai ficou meio chatinho...


eu jogo RPG faz bastante tempo ja, mas tem alguns anos que não jogo, eu não gosto tanto de storyteller nem D&D, eu gosto de sistemas mais futuristas, contemporâneo/fantasia, cyberpunk, steampunk e por ai...

eu particularmente gosto de GURPS(com as regras um pouco simplificadas né rs) e o sistema do Trevas, o D10; mas o que eu mais joguei foi um sistema que criamos, estava realmente bom, mas ai o pessoal começou a parar de se encontrar o lugar que a gente se reunia começou a nos banir(shopping, por causa dos dados) umas coisas assim, ficamos mais de 3 anos jogando esse sistema.


e não, eu não acho que esta sumindo ou algo assim, ainda conheço que joga o live, tinha gente que tava jogando mago, na mesa e existem eventos bem grandes de RPG no brasil, como ja disseram, sempre foi algo meio underground
e aproveitanto o topico eu vou comentar algo que nunca fui de acordo e até decidimos tirar do nosso sistema: inteligência

como você vai quantificar isso? como interpretar?
se você se acha, você, pessoa; se acha mais inteligente do que 4 pontos, como conseguiria interpretar alguém de 5, seria impossivel, e como você saberia a diferença entre 3 e 2?
acho que isso não faz sentido

não mexo no sistema faz tempo mas se eu não me engano fizemos uma separação para atributos mentais
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor shadowlink » 12/06/2011 (Domingo), às 12h31min

Kon escreveu:narrador é um termo usado em Live apenas, ja que não tem mestre e todas as ações são dadas por alguma pessoa, então o "mestre" é chamado de narrador, ja que tudo que ele faz é narrar algumas coisinhas

Na verdade, o sistema Storyteller/Storytelling (Vampiro, Lobisomem, Mago, etc) também usa o termo "narrador", ao invés de mestre, mesmo em sessões estritamente "de mesa". Neste caso, é apenas uma mudança estética.


Kon escreveu:e o sistema do Trevas, o D10

Eles chamam esse sistema de D10? Eu sempre chamei de Daemon, o nome da editora :P Este é, na minha opinião, o sistema mais "equilibrado" que eu já joguei. Ele permite fácil adaptação à qualquer cenário, e é um sistema bem intuitivo, sem ser muito complicado (como GURPS), ou simplista demais (como 3D&T). No momento eu estou planejando que minha próxima campanha (de fantasia medieval) use ele, apenas com regras de magia customizadas (nunca consegui gostar das regras de magia nativas do sistema).

Kon escreveu:e aproveitanto o topico eu vou comentar algo que nunca fui de acordo e até decidimos tirar do nosso sistema: inteligência

A grande maioria dos sistemas usa o valor de inteligência para definir o número de pontos de perícia (ou similar) que o seu personagem possui. Eu, portanto, interpreto esse atributo mais como "conhecimento" do que inteligência por si só. Então um cara relativamente burro, mas que estudou a vida toda nos melhores colégios/universidades pode ter um valor de Int maior do que um gênio que foi criado sem uma educação devida, já que o primeiro, mesmo não sendo realmente inteligente, teve mais acesso à conhecimento do que o segundo.

No jogo em si, eu procuro não deixar o valor do atributo afetar muito a interpretação, a não ser em casos extremos. No máximo, dou um incentivo para interpretação (um personagem "burro" que usa linguajar mais simples, ou um personagem "inteligente" que joga termos técnicos no meio da conversa costumeiramente), mas procuro não limitar a capacidade dos jogadores de pensar, mesmo que seus personagens teóricamente não possuam a mesma inteligencia que eles (afinal de contas, o oposto também é verdade, jogadores normais com personagens super-inteligentes não tem a capacidade de interpretar devidamente). "Casos extremos" seria justamente uma pessoa surgindo com conhecimento que de forma alguma o personagem dele poderia possuir. Isso vale tanto para personagens com alta Int quanto personagens com um valor mais baixo. Se você joga como um mago, muitíssimo inteligente, mas que foca todos os seus conhecimentos em certas áreas, e surge com uma idéia que usa conhceimentos em uma área completamente distinta (digamos, nosso exemplo é um especialista nas áreas de ocultismo, biologia e história, e surge com uma solução para um problema que usa conceitos avançados, para o cenário, de química), eu vou, no mínimo, dar um aviso.

O fato de eu mestrar, na maioria dos casos, fantasia medieval certamente ajuda nisso. O que é considerado "conhecimentos avanaçados" em um mundo medieval podem ser coisas bem simples para os jogadores, fica mais fácil interpretar um gênio à frente do seu tempo quando nós estamos literalmente à frente do tempo do cenário, então simplesmente limitar inteligência à conhecimento é o fim do problema.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor Vinci » 12/06/2011 (Domingo), às 20h01min

Esse negócio de inteligência a gente resolve com todo tipo de artimanha. Além do próprio jogador precisar se matar um pouquinho para corresponder, ainda tem o mestre para dar uma mão de vez em quando e o sistema, com os pontos de perícia.

Quanto à sistema... Eu realmente acho que um sistema tem de ser feito sob medida para o ambiente do jogo e pra tonalidade da narrativa, e é até por isso que eu não sou chegado em Daemon e GURPS, com suas propostas de serem sistemas genéricos. Esses dias eu estava pensando nas bases de um sistema pra Persona... Gosto muito da proposta do D20, de a aptidão ser representada por um modificador e a rolagem mais o modificador somados terem de chegar à um número pras coisas darem certo.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor shadowlink » 12/06/2011 (Domingo), às 20h44min

Vinci escreveu:Quanto à sistema... Eu realmente acho que um sistema tem de ser feito sob medida para o ambiente do jogo e pra tonalidade da narrativa

Eu concordo com isso, e por isso chego à conclusão oposta :P Um sistema genérico é, em geral, mais fácil de se customizar com houserules, adaptar ao seu grupo e estilo de jogo.

Ao jogar um jogo como D&D, muitas vezes eu me sinto preso pelo sistema. Um sistema deste tipo funciona como um molde, e prende um pouco a imaginação. Você não pode, sem ter um trabalho muito grande ou ficar preso a publicações alheias, reduzir ou aumentar o nível de magia de uma campanha, ou diminuir e aumentar o "realismo". Um sistema genérico, justamente por ser genério, permite uma maior liberdade para se incluir houserules e ajustar o sistema para o cenário, ao invés de se limitar ao caminho contrário.

Mas no fim, eu não usaria isso como um argumento contra sistemas não-genéricos. Eu gosto de sistemas como D&D tanto quanto gosto de Daemon, cada um tem seus pontos positivos.
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor caiobex » 13/06/2011 (Segunda-feira), às 14h30min

RPG de mesa é uma daquelas coisas que sempre quis jogar mas nunca (consegui/tive saco para) arrumar um grupo. O máximo que cheguei perto foi ver pra comprar livros de mestre pra tentar entender, mas na época isso significava pagar 120 reais só pra ver se eu gostava, então nem fui além disso ._.
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" Quando o mundo for reduzido a um único lenho negro para nossos quatro olhos pasmados —, a uma praia para duas crianças fiéis —, a uma casa musical para nossa clara simpatia —, eu o encontrarei.
Haja sobre a terra apenas um velho solitário, calmo e belo, rodeado de um "luxo extraordinário" — e estarei a seus pés.
Assim que tiver imaginado todas as suas lembranças —, seja eu aquela que sabe estrangulá-lo —, eu o sufocarei."
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Re: RPG de mesa e seu esquecimento...

Mensagempor shadowlink » 13/06/2011 (Segunda-feira), às 14h49min

caiobex escreveu:RPG de mesa é uma daquelas coisas que sempre quis jogar mas nunca (consegui/tive saco para) arrumar um grupo. O máximo que cheguei perto foi ver pra comprar livros de mestre pra tentar entender, mas na época isso significava pagar 120 reais só pra ver se eu gostava, então nem fui além disso ._.

Você também escolhe um dos jogos mais caros do mercado para começar :=D5: Além disso, as regras mais básicas de jogo costumam se encontrar nos livros de jogador, não de mestre (não que o preço fosse ser diferente :P).

Esse é um dos motivos que me fazem gostar de 3D&T. Não só o jogo é barato (o manual básico custava 10 reais na minha época, e era tudo o que se precisava para começar a jogar), mas também é bem simples, não intimida muito (tinha umas 100 páginas apenas). Se eu tivesse começado a jogar RPG com D&D, também iria abandonar a idéia antes de comprar sequer um livro :P
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