Uma crônica qualquer.

Lugar apropriado para postar seus Fanfics, contos, poemas etc. para que todos do fórum possam ler com facilidade.

Uma crônica qualquer.

Mensagempor Tiforce » 11/04/2012 (Quarta-feira), às 19h53min

E calma, é só uma introdução.
Texto escondido (pode conter spoilers): 
Nós criamos um padrão para nossas vidas. Enxergamos sempre as mesmas coisas, ouvimos os mesmos sons, andamos pelos mesmos lugares. Estamos acostumados a isso. Se um dia acordarmos e vermos a casa em frente pintada de rosa, vamos demorar para notar que ela mudou de cor.
Se um dia acordarmos com outro toque no despertador, vamos só achar que mudamos e acabamos esquecendo. Se uma moeda cair no chão e não fizer o som de uma moeda caindo no chão, vamos achar que estamos ouvindo coisas, ou até mesmo que nossos sentidos estão mais aguçados. No próximo dia vamos estar acostumados novamente com a casa do vizinho, com o toque do celular ou com os barulhos que ouvimos.
Nos acostumamos até mesmo com novas pessoas, ou com a falta de outras.
Logo, quando seu escritório simplesmente deixou de existir, e você se lembra de que passou a vida inteira na sala 209 e não na 2010, sua primeira idéia não é que a realidade mudou. Você questiona você mesmo, questiona sua sanidade, mas vai para a sala ao lado e faz o seu trabalho de sempre.
Talvez você se pergunte de onde veio a memória antiga, talvez ache que é apenas memórias confusas que seu cérebro acabou criando. Talvez fique confuso por um tempo, mas é muito mais fácil duvidar de você mesmo.
No entanto, quando um andar inteiro do seu apartamento desaparece no mesmo dia, você começa finalmente a pensar se tudo pode ser só um sonho.
Você fica pensando se teve sinais. Alguém que tenha te olhado estranho, alguma pessoa falando besteiras na televisão, qualquer coisa assim. Com certeza vai achar algum, ele existindo ou não. Você vai tentar descobrir o que está acontecendo, e com sorte vai provar que foi apenas uma confusão momentânea.
A outra opção é que você vai descobrir que nenhuma dessas coisas faz diferença. Sua vida não mudou nem um pouco por ter passado a trabalhar na sala ao lado, ou pelo prédio passar a ter 12 e não 13 andares. Provavelmente você nem conhecia as pessoas que viviam no andar que desapareceu. Sua vida não vai mudar em nada, não importe o quanto a aparência dela mude. Um quarto, um sofá, um escritório, essas coisas nunca tiveram impacto nenhum sobre nada. E vai ser mais ou menos nesse momento que vai descobrir que também você não vai conseguir provar nada.
Ninguém com quem comentar vai acreditar ou levar à sério, os psicólogos talvez digam que você está apenas não está mentalmente são, então é melhor nem perder tempo com essas coisas.
E é por esse motivo que estou escrevendo.
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Tavaresdu » 11/04/2012 (Quarta-feira), às 20h10min

Imagino o que sairá...
Gostei da introdução e estou ansioso :P
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor linkssgoku » 11/04/2012 (Quarta-feira), às 20h23min

eu também.parece ser legal mesmo.
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor caiobex » 11/04/2012 (Quarta-feira), às 20h43min

WAWAWAWA PAROU, TIFO ESCREVENDO FIC?

Acho que não dá pra falar muito ainda... Mas tá legal. Also, editei pra não ficar no [center]
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" Quando o mundo for reduzido a um único lenho negro para nossos quatro olhos pasmados —, a uma praia para duas crianças fiéis —, a uma casa musical para nossa clara simpatia —, eu o encontrarei.
Haja sobre a terra apenas um velho solitário, calmo e belo, rodeado de um "luxo extraordinário" — e estarei a seus pés.
Assim que tiver imaginado todas as suas lembranças —, seja eu aquela que sabe estrangulá-lo —, eu o sufocarei."
Arthur Rimbaud

"Primeiro chegam sorrisos, depois mentiras. Por último o tiroteio"
Roland de Gilead, A Torre Negra - Stephen King
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Kaique ToonLink » 11/04/2012 (Quarta-feira), às 21h05min

Parece promissor. Alguns erros aqui e ali, mas eu não chego a ser o mais indicado pra falar disso. Essa introdução deixou um leve ar de mistério no final, e acho que isso esta muito certo, pois prende o leitor. Estou esperando os capítulos seguintes.
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Tiforce » 14/04/2012 (Sábado), às 01h28min

Capítulo 1

Ele acordou, sem abrir os olhos. Sentiu o braço quente da namorada sob sua mão, e apertou ainda mais o abraço. Ela se aconchegou sobre ele, ainda dormindo.
Ficou assim por algum tempo. Ela ainda dormia. Pensou nos dois, quando se conheceram, e na noite anterior. Ela tinha aparecido quando ele precisava, algum tempos depois de ter saído de outra relação. Tentava não lembrar disso quando estava com aquela sensação no estômago que talvez fosse alegria por ter ela ao seu lado, que talvez fosse apenas uma relação boba por gostar de sentir o calor do corpo dela junto ao dele.
Finalmente abriu os olhos. Olhou para o lado.
Tentou puxar sua mão, mas ela ficou presa sob as costas daquele corpo esquisito, puxou mais e mais, fazendo com que ela se revirasse no sono. Não importava não sabia quem ela era finalmente sua mão desprendeu, fazendo com que ele caísse da cama.
Seu coração batia rápido sua respiração estava acelerada suas mãos tremia e ele não sabia o que estava acontecendo.
Começou a respirar, lentamente, respirações curtas. Manter a calma. Era isso que ele queria. Calma.
Devia ter alguma explicação.
E então uma sensação começou a tomar conta dele. Afinal, aquela era sua namorada. Ela sempre tinha sido ruiva, ele não entendeu porque achou que ela era loira. Seu cabelo nunca tinha sido curto como ele tinha a impressão que fosse. O seu nariz sempre tinha sido reto, fino e perfeito daquele jeito.
Parecia que tinha simplesmente esquecido quem ela era, mesmo após todo o tempo que se conheciam. Sua respiração finalmente voltou ao normal. Quando ela abriu os olhos, ele já sabia que eram realmente verdes, e não castanhos como ele tinha achado antes.
Se levantou, fechando os olhos. Sentou na cama, mas acabou não escutando o que quer que ela tivesse falado. Deu alguma resposta vaga. Ainda estava abalado.
Embora ela sempre tivesse sido daquele jeito, ele tinha a impressão que algo estava errado. A imagem que ele tinha, provavelmente, imaginado dela ainda não saía da sua mente. E de certa forma, as duas realmente não eram tão diferentes assim. Talvez o cabelo, o nariz, talvez os dentes dela fossem mais brancos do que ele achava que fossem, mas embora ele conhecesse ela e conhecesse por bastante tempo, por algum motivo ele sentia que era a primeira vez que ele a via.
Devia estar simplesmente cansado. Não ia falar disso com ela, provavelmente ela apenas ia rir e achar que ele estava sonhando acordado. E principalmente, não queria deixar ela preocupada.
Quando ela colocou os braços sobre ele e perguntou o que havia de errado, ele a abraçou. De alguma forma, não sentiu a mesma coisa que sentiu ao abraçar ela na noite anterior. Era como se abraçasse outra pessoa, ou alguém que ele realmente gostasse e se sentisse próximo com outra aparência.
Ele devia estar imaginando coisas.
Sabia que ainda gostava dela, sabia que desde sempre ela tinha sido assim e sabia principalmente que provavelmente se ela mudasse a aparência continuaria com ela. Talvez tenha sido um resquício de sonho, e o choque de a ver mudada tão de repente que tinha deixado ele abalado.
Se levantou e foi ao banheiro. Jogou uma água no seu rosto mecanicamente. Ainda tinha que trabalhar aquele dia, e seria bom se ele pelo menos parecesse calmo, não importando o que ele realmente sentisse por dentro.
Passou o creme de barbear sobre seu rosto, e abriu o espelho, da forma habitual como fazia todas as manhãs.
A sensação ficou ainda pior.
Passou a lâmina uma vez, duas vezes, ainda olhando para baixo.
E então olhou para o espelho.
A lâmina deslizou, fazendo um corte sobre sua face. Ele soltou um grito de dor, mas isso era o que menos ligava.
Aquele não era ele.

Sei lá, porque achei que fosse ser mais tenso mudar a aparencia de alguem proximo
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Alth » 25/04/2012 (Quarta-feira), às 15h19min

Quando pretende postar novos capítulos? Ou terminou assim?
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Tiforce » 26/04/2012 (Quinta-feira), às 20h57min

Alth escreveu:Quando pretende postar novos capítulos? Ou terminou assim?

Ninguém comenta ué, não sinto muita vontade de postar quando não tem nenhuma crítica.
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Mensagempor diego16 » 06/05/2012 (Domingo), às 21h20min

Ficou legal, teve uns errinhos mas só o "ter ela" me desagradou, preferia que ao invés disso tivesse colocado te-la.

Você se inspirou em um filme? Não lembro se realmente vi algo assim, mas acho que vi isso em um filme. Um filme que o cara acordava com outra vida em outro lugar, mas ainda pensava que a real vida dele era a que estava vivendo e depois descobri que não e que tinham modificado a mente dele. Emfim é isso, teria mais oque comentar se postasse o desenvolvimento disso. Como ele vai reagir sabendo que ele não é mais ele. hehehe.
Aqui embaixo está um link de um Remake de uma fic minha, a refiz adicionando mais detalhes, com algumas pequenas modificações e com uma narrativa melhor.

http://www.zelda.com.br/forum/viewtopic.php?f=9&t=29571&p=562763#p562763

Bah, essa imagem abaixo foi uma brincadeira no paint.
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Tiforce » 31/10/2012 (Quarta-feira), às 22h31min

Meh, tá aí.

Eu percebi que não sei escrever. Eu sou muito pouco poético. Pensando agora, eu podia ter falado de como a água girava, cada vez mais vermelha com a tintura do sangue que saía do rosto perfeito dele. Eu podia falar de como o corte desfigurava o canto da sua boca, ou até mesmo descrever a dor, dizer como ela era penetrante naquela manhã.
Mas ao invés disso, disse apenas “fazendo um corte sobre sua face e soltando um grito de dor”. Ele acabou de ver outra pessoa no espelho, e tudo que pude escrever foram duas linhas. Nada de profundo, nada que descrevesse como deve ser horrível descobrir que seu rosto é como você sempre quis. Apenas duas linhas dizendo que ele se distraiu e se cortou com a lâmina de barbear.
Pior ainda, eu sou culpado por não fazer um personagem coerente. Quem ficaria com a pessoa que gosta independente da aparência? Lógico, ele pode dizer isso porque a namorada ainda continuou bonita. Ruiva, olhos verdes, com boas curvas, provavelmente com uma aparência que saiu das fantasias dele. Poxa, provavelmente com uma aparência que saiu até das minhas fantasias. Quem ia ligar para uma aparência dessas? Quem ia terminar um namoro porque a namorada ficou ruiva em vez de loira, porque o sorriso dela ficou mais bonito ou qualquer coisa assim?
Mas e se ela tivesse ficado gorda? Ou feia? Duvido que alguém seja tão romântico a ponto de dizer que ficaria com a pessoa independente da aparência dela. Duvido mesmo. A aparência é tão importante como todo o resto. Às vezes, é até mais importante. Pessoas feias servem pra amizade, não para a cama.
Mas estou divagando.
Minhas experiências com relacionamentos nunca foram boas, e talvez eu não seja a melhor pessoa pra falar de como é gostar muito de alguém, ou talvez eu só seja superficial demais. Mas mesmo assim, o personagem que eu criei não parece realista o suficiente. Calmo demais, romântico demais, ninguém é assim, ou quer ser assim, em um mundo um pouco só parecido com o real.
Eu realmente preciso corrigir isso se quiser continuar escrevendo sobre ele.
(Ou vai ver simplesmente as pessoas têm razão quando falam que escritores são as criaturas mais inseguras do mundo.)


-- Qua Out 31, 2012 10:28 pm --

Mesmo ninguém comentando, terminei.
Vou postar toda a crônica.
Ficou ruim.

Nós criamos um padrão para nossas vidas. Enxergamos sempre as mesmas coisas, ouvimos os mesmos sons, andamos pelos mesmos lugares. Estamos acostumados a isso. Se um dia acordarmos e vermos a casa em frente pintada de rosa, vamos demorar para notar que ela mudou de cor.
Se um dia acordarmos com outro toque no despertador, vamos só achar que mudamos e acabamos esquecendo. Se uma moeda cair no chão e não fizer o som de uma moeda caindo no chão, vamos achar que estamos ouvindo coisas, ou até mesmo que nossos sentidos estão mais aguçados. No próximo dia vamos estar acostumados novamente com a casa do vizinho, com o toque do celular ou com os barulhos que ouvimos.
Nos acostumamos até mesmo com novas pessoas, ou com a falta de outras.
Logo, quando seu escritório simplesmente deixou de existir, e você se lembra de que passou a vida inteira na sala 209 e não na 2010, sua primeira idéia não é que a realidade mudou. Você questiona você mesmo, questiona sua sanidade, mas vai para a sala ao lado e faz o seu trabalho de sempre.
Talvez você se pergunte de onde veio a memória antiga, talvez ache que é apenas memórias confusas que seu cérebro acabou criando. Talvez fique confuso por um tempo, mas é muito mais fácil duvidar de você mesmo.
No entanto, quando um andar inteiro do seu apartamento desaparece no mesmo dia, você começa finalmente a pensar se tudo pode ser só um sonho.
Você fica pensando se teve sinais. Alguém que tenha te olhado estranho, alguma pessoa falando besteiras na televisão, qualquer coisa assim. Com certeza vai achar algum, ele existindo ou não. Você vai tentar descobrir o que está acontecendo, e com sorte vai provar que foi apenas uma confusão momentânea.
A outra opção é que você vai descobrir que nenhuma dessas coisas faz diferença. Sua vida não mudou nem um pouco por ter passado a trabalhar na sala ao lado, ou pelo prédio passar a ter 12 e não 13 andares. Provavelmente você nem conhecia as pessoas que viviam no andar que desapareceu. Sua vida não vai mudar em nada, não importe o quanto a aparência dela mude. Um quarto, um sofá, um escritório, essas coisas nunca tiveram impacto nenhum sobre nada. E vai ser mais ou menos nesse momento que vai descobrir que também você não vai conseguir provar nada.
Ninguém com quem comentar vai acreditar ou levar à sério, os psicólogos talvez digam que você está apenas não está mentalmente são, então é melhor nem perder tempo com essas coisas.
E é por esse motivo que estou escrevendo.



Capítulo 1

Ele acordou, sem abrir os olhos. Sentiu o braço quente da namorada sob sua mão, e apertou ainda mais o abraço. Ela se aconchegou sobre ele, ainda dormindo.
Ficou assim por algum tempo. Ela ainda dormia. Pensou nos dois, quando se conheceram, e na noite anterior. Ela tinha aparecido quando ele precisava, algum tempos depois de ter saído de outra relação. Tentava não lembrar disso quando estava com aquela sensação no estômago que talvez fosse alegria por ter ela ao seu lado, que talvez fosse apenas uma relação boba por gostar de sentir o calor do corpo dela junto ao dele.
Finalmente abriu os olhos. Olhou para o lado.
Tentou puxar sua mão, mas ela ficou presa sob as costas daquele corpo esquisito, puxou mais e mais, fazendo com que ela se revirasse no sono. Não importava não sabia quem ela era finalmente sua mão desprendeu, fazendo com que ele caísse da cama.
Seu coração batia rápido sua respiração estava acelerada suas mãos tremia e ele não sabia o que estava acontecendo.
Começou a respirar, lentamente, respirações curtas. Manter a calma. Era isso que ele queria. Calma.
Devia ter alguma explicação.
E então uma sensação começou a tomar conta dele. Afinal, aquela era sua namorada. Ela sempre tinha sido ruiva, ele não entendeu porque achou que ela era loira. Seu cabelo nunca tinha sido curto como ele tinha a impressão que fosse. O seu nariz sempre tinha sido reto, fino e perfeito daquele jeito.
Parecia que tinha simplesmente esquecido quem ela era, mesmo após todo o tempo que se conheciam. Sua respiração finalmente voltou ao normal. Quando ela abriu os olhos, ele já sabia que eram realmente verdes, e não castanhos como ele tinha achado antes.
Se levantou, fechando os olhos. Sentou na cama, mas acabou não escutando o que quer que ela tivesse falado. Deu alguma resposta vaga. Ainda estava abalado.
Embora ela sempre tivesse sido daquele jeito, ele tinha a impressão que algo estava errado. A imagem que ele tinha, provavelmente, imaginado dela ainda não saía da sua mente. E de certa forma, as duas realmente não eram tão diferentes assim. Talvez o cabelo, o nariz, talvez os dentes dela fossem mais brancos do que ele achava que fossem, mas embora ele conhecesse ela e conhecesse por bastante tempo, por algum motivo ele sentia que era a primeira vez que ele a via.
Devia estar simplesmente cansado. Não ia falar disso com ela, provavelmente ela apenas ia rir e achar que ele estava sonhando acordado. E principalmente, não queria deixar ela preocupada.
Quando ela colocou os braços sobre ele e perguntou o que havia de errado, ele a abraçou. De alguma forma, não sentiu a mesma coisa que sentiu ao abraçar ela na noite anterior. Era como se abraçasse outra pessoa, ou alguém que ele realmente gostasse e se sentisse próximo com outra aparência.
Ele devia estar imaginando coisas.
Sabia que ainda gostava dela, sabia que desde sempre ela tinha sido assim e sabia principalmente que provavelmente se ela mudasse a aparência continuaria com ela. Talvez tenha sido um resquício de sonho, e o choque de a ver mudada tão de repente que tinha deixado ele abalado.
Se levantou e foi ao banheiro. Jogou uma água no seu rosto mecanicamente. Ainda tinha que trabalhar aquele dia, e seria bom se ele pelo menos parecesse calmo, não importando o que ele realmente sentisse por dentro.
Passou o creme de barbear sobre seu rosto, e abriu o espelho, da forma habitual como fazia todas as manhãs.
A sensação ficou ainda pior.
Passou a lâmina uma vez, duas vezes, ainda olhando para baixo.
E então olhou para o espelho.
A lâmina deslizou, fazendo um corte sobre sua face. Ele soltou um grito de dor, mas isso era o que menos ligava.
Aquele não era ele.



Eu percebi que não sei escrever. Eu sou muito pouco poético. Pensando agora, eu podia ter falado de como a água girava, cada vez mais vermelha com a tintura do sangue que saía do rosto perfeito dele. Eu podia falar de como o corte desfigurava o canto da sua boca, ou até mesmo descrever a dor, dizer como ela era penetrante naquela manhã.
Mas ao invés disso, disse apenas “fazendo um corte sobre sua face e soltando um grito de dor”. Ele acabou de ver outra pessoa no espelho, e tudo que pude escrever foram duas linhas. Nada de profundo, nada que descrevesse como deve ser horrível descobrir que seu rosto é como você sempre quis. Apenas duas linhas dizendo que ele se distraiu e se cortou com a lâmina de barbear.
Pior ainda, eu sou culpado por não fazer um personagem coerente. Quem ficaria com a pessoa que gosta independente da aparência? Lógico, ele pode dizer isso porque a namorada ainda continuou bonita. Ruiva, olhos verdes, com boas curvas, provavelmente com uma aparência que saiu das fantasias dele. Poxa, provavelmente com uma aparência que saiu até das minhas fantasias. Quem ia ligar para uma aparência dessas? Quem ia terminar um namoro porque a namorada ficou ruiva em vez de loira, porque o sorriso dela ficou mais bonito ou qualquer coisa assim?
Mas e se ela tivesse ficado gorda? Ou feia? Duvido que alguém seja tão romântico a ponto de dizer que ficaria com a pessoa independente da aparência dela. Duvido mesmo. A aparência é tão importante como todo o resto. Às vezes, é até mais importante. Pessoas feias servem pra amizade, não para a cama.
Mas estou divagando.
Minhas experiências com relacionamentos nunca foram boas, e talvez eu não seja a melhor pessoa pra falar de como é gostar muito de alguém, ou talvez eu só seja superficial demais. Mas mesmo assim, o personagem que eu criei não parece realista o suficiente. Calmo demais, romântico demais, ninguém é assim, ou quer ser assim, em um mundo um pouco só parecido com o real.
Eu realmente preciso corrigir isso se quiser continuar escrevendo sobre ele.
(Ou vai ver simplesmente as pessoas têm razão quando falam que escritores são as criaturas mais inseguras do mundo.)



Capítulo 2.

As pessoas o cumprimentavam com muito mais respeito que antigamente.
Mas isso era esperado afinal. No final do dia, era ele quem decidia os salários delas, se elas continuariam a trabalhar ali ou não. Tinha feito isso há quanto tempo? Anos, talvez?
Não conseguia se lembrar. Sempre tinha sido assim, ele sempre tinha tido um dos cargos mais elevados. Não por favores, mas porque sua competência foi reconhecida desde cedo. Não entendia como podia ter passado pela sua cabeça chegar tão cedo, como se nunca tivesse realmente avançado.
Levou instintivamente a mão ao rosto. Não havia nada ali, apenas a barba bem feita.
Se sentiu incomodado com isso. Alguma coisa parecia errada, embora tivesse certeza que nada tivesse acontecido. Talvez fosse algum problema no trabalho, alguma coisa que ainda não tinha se dado conta. Por outro lado, a empresa estava em sua melhor fase, e nada que realmente fosse ruim para os negócios tinha acontecido há meses.
Abriu a porta do seu escritório. Sua mesa já estava ocupada.
- Como posso ajudar, senhor?
Ele não prestou atenção no que o rapaz dizia. Provavelmente ele achava que ele tinha vindo fazer uma inspeção, e seria um bom palpite. Passou os olhos ao redor. Não reconhecia mais nada naquela sala. Trabalhou ali por anos, e hoje tinha uma pessoa estranha sentada em sua cadeira, todos seus livros não estavam mais nas prateleiras, todas suas coisas haviam sumido.
O rapaz disse alguma coisa. Ele não ouviu.
E então ele se lembrou. Não trabalhava ali. Seu escritório nem ao menos era naquele andar. Ainda não estava no último andar. Um novo andar havia sido construído recentemente, e seu escritório havia passado para lá, por ordens dele mesmo. A vista era muito melhor.
Ele devia estar desatento. Devia ter apertado o botão errado no elevador, embora tivesse certeza que tinha ido para o último andar. Era melhor se concentrar. Falou qualquer coisa para o rapaz ali sentado e fechou a porta.
Ainda tinha uma lembrança vaga de trabalhar exatamente ali, naquela sala.
Seu rosto ardeu.
Levou instintivamente a mão ao rosto. Tinha algo diferente, ele estava molhado, e doendo cada vez mais. Olhou para sua mão, ela estava vermelha.
Seu rosto estava sangrando, e ninguém ao redor notou. Todos continuaram a fazer o que quer que estavam fazendo.
Correu ao banheiro.
Abriu a porta, foi até a pia.
Olhou seu rosto no espelho. Não havia nada ali, apenas a barba bem feita.


Eu estou perdido com o que o que fazer com o personagem.
Não sei se ele devo deixar ele louco, se devo fazer ele se matar, se alguém deve matar ele. Talvez eu só queira punir ele por tudo que sempre quis, e ter uma vida perfeita. Por outro lado, fui eu quem deu isso a ele.
Eu tive o poder de fazer a vida dele ficar perfeita, eu tenho o poder de tirar tudo isso dele.
Mas eu realmente não acho que esse seja o melhor final. Ficar alternando entre as realidades, a perfeita e a real, faria qualquer um duvidar da sua sanidade, mas por que eu continuaria a fazer isso? Não fui eu mesmo quem quis criar uma realidade perfeita e mostrar como apenas isso seria ruim? A verdadeira realidade, a realidade que todos nós vivemos, não tem que ter espaço nessa crônica. É algo preguiçoso a se fazer, fazer o personagem voltar à realidade antiga por breves instantes.
Mas por outro lado, como ele poderia saber que está vivendo uma vida perfeita sem ter apenas um sentimento, sei lá, no estômago, que o faça duvidar de tudo que está vendo? Se você não tem nada a comparar, sua realidade perfeita vai se tornar uma realidade normal como todas as outras. A não ser que o ponto seja a falta de problemas.
Como eu disse, estou totalmente perdido com essa crônica.
E ainda tenho o problema de quem é meu personagem. Se a memória dele simplesmente sumir e ele não se lembrar da realidade antiga, como eu posso achar que é a mesma pessoa? Se todo o passado dele também é perfeito, ele iria ter um comportamento totalmente diferente no momento que a história se passa. Se o passado dele não for perfeito, então a realidade não é perfeita e não adianta mudar o presente também. É uma espécie de dilema.
Não, dizer que é um dilema é novamente querer ser poético demais. É uma falta de coerência que eu acabei criando e se tornou própria da história, e agora não sei como resolver. Eu sei que nosso passado nos faz sermos como nós somos, e não existe essas coisas de personalidade intrínseca e tudo isso. Por outro lado, se meu personagem também é perfeito, ele simplesmente vai criar problemas para ele mesmo para continuar são, e daí a história perde o ponto.
Aliás, na verdade, eu não sei se ele precisaria criar problemas para ele mesmo. Mas por outro lado, o grande problema é o leitor. Como fazer o leitor saber que a realidade mudou e simplesmente não estamos seguindo a vida de outra pessoa se ele não tiver esses lapsos onde a realidade antiga volta?
E estou me repetindo.
Parece que minhas opções são ser incoerente ou preguiçoso.
Provavelmente eu vou acabar sendo os dois.


Capítulo 3.
Já fazia uns 10 minutos que os dois estavam jantando. Ele havia marcado com sua namorada às 8:30 em um dos restaurantes mais caro entre eles, mas agora simplesmente havia um silêncio estranho entre eles. Era como se ele tivesse se esquecido como ela era.
Ele podia jurar que ela era ruiva natural, e que seus olhos eram verdes, como ele lembrava ao se acordar ao lado dela naquele dia; porém, vendo agora, ele não tinha coragem de perguntar se ela tinha pintado o cabelo, e o tempo se arrastava, ainda mais com o barulho irritante que ela estava fazendo ao tentar tomar a última gota de seu suco através do canudo, mesmo sabendo que aquilo desagradava ele – talvez, teimosamente, ela achasse que a falta de etiqueta à mesa era engraçada, como um pequeno ato de rebeldia na frente de pessoas elegantes, que nada podiam fazer porque afinal ela estava pagando para estar ali, tomando seu suco de maneira barulhenta.
Quando finalmente comentou que havia algo diferente no cabelo dela, ela riu, o chamando de alguma coisa no diminutivo, carinhosamente, como as pessoas devem costumar fazer – quantas vezes ele tinha vivido aquela mesma cena, ou visto no cinema -, e ele não disse mais nada, ainda incomodado com a falta de assunto que pairava sobre a mesa.
Começou a reparar que não era apenas o cabelo que estava diferente. Toda ela tinha um ar diferente. Seus olhos não eram mais verdes, e ele tinha certeza que ela não usava lentes.
Uma sensação de culpa o atravessou. Talvez ele a tivesse traído com a ruiva de olhos verdes que ele se lembrava. Ele começou a se mexer na cadeira, pensando no assunto. Tinha certeza de que havia acordado ao lado da mulher dos seus sonhos – melhor, das suas fantasias. Mas ele se lembraria de algo assim. Sua memória não ia estar tão confusa a ponto de confundir uma amante com a mulher que todos falavam que ele devia se casar, embora ele não acreditasse em casamento. Foi isso que impediu o noivado deles até então.
Mas e se fosse verdade? Ele se lembrava da ruiva na cama, ao seu lado. Era uma memória distante, mas isso talvez fosse culpa do remorso e do desespero que tomava conta dele naquele instante. Como explicar isso para a mulher na sua frente? Pensamento idiota, ele nunca falaria nada disso com ela.
Eles estavam juntos há anos, e ele acreditava que amava ela, se é que coisas assim existiam. Ele não ia arriscar nada que pudesse fazer com que ele a perdesse. Pelo menos ele sempre pensava assim, ele gostava de acreditar na sua integridade, e de que possuía sentimentos nobres e talvez não tão egoístas.
E então, uma calmaria tomou conta dele. A mulher ruiva nunca tinha existido. Ele estava sendo idiota por acreditar que ia trair sua noiva. Já estava pensando em se casar, e não ia trair ela com alguém, mesmo que fosse a mulher que sempre quis ter. Esperava que ela fizesse o mesmo. Talvez fosse algo egoísta afinal, gostar assim de outras pessoas. Afinal, ele se orgulhava dos seus sentimentos, e pensava que se qualquer coisa ocorresse com ela, ele tentaria estar lá.
Não sabia de onde a memória tinha surgido. Era como se fosse outra vida. Uma vida onde ele não estava mais ao lado da sua noiva, uma vida onde eles tinham se separado por algum motivo. Não podia dizer de quem era a falta.
Talvez fosse dele por a perder. Talvez ele não fosse tão nobre assim.
Mas era outra vida, uma vida que nunca existiu. Não tinha porque parar para pensar nisso. A memória da mulher ruiva foi deixando de existir, assim como o tédio que tomava conta da mesa. Sua esposa tinha acabado de pedir o primeiro copo de suco.
Ele adorava quando ela usava o canudo para ficar caçando as últimas gotas de suco.


Eu notei que há uma terceira opção. Ele poderia voltar à verdadeira realidade e fazer dela perfeita. Mas por algum motivo, isso não me agrada.
Eu fico imaginando o que ele levaria da realidade perfeita para a verdadeira, se ele pudesse levar apenas uma coisa. A mulher das suas fantasias, o sucesso na carreira, a mulher que ele amava?
É uma escolha difícil. Não porque as três opções são boas, mas porque as três podem ser ruins. Vai ver ele estava satisfazendo seus desejos para esquecer da mulher que ele queria, mas isso é só fugir das coisas. Vai ver ele não iria se sentir bem ganhando promoções na carreira sem ter merecimento. E ele teve um motivo para terminar com a mulher que ele gostava, ou eles não teriam terminado.
Mas estou falando besteira, de novo. Coisas como “mulher que ele amava” não faz sentido. Não existem almas gêmeas. Todo relacionamento é igual. As pessoas cometem erros, e você amadurece com isso. Você pode substituir outra pessoa por outra quando eles acabam.
Hahaha. Nem eu acredito mais no que eu falo.
Parece até que eu quero usar coisas como “o passado faz de você quem você é”, amadurecimento, e essas coisas, para simplesmente fugir dos meus erros. Jogar a culpa em alguma outra coisa. Melhor ainda, destruir qualquer culpa, qualquer erro. Afinal, se eu sou o que eu sou graças aios meus erros, então eles foram necessários, visto que eu não poderia ser de outra forma, logo não existe culpa.
Mas isso é completamente idiota. Erros são erros, eu podia simplesmente não ter cometido eles, e quem sabe como seria hoje? Não, falar de que erros me fazem ser quem eu sou é querer fugir das coisas. Ficar imaginando como seria também é.
Você não pode justificar o passado com o presente. Tentar fazer isso é uma forma de escapismo, e por mais justificado que você pareça no presente, isso não o exime de nada no passado.
Voltando à questão anterior, nenhuma das opções seria ruim, na verdade. Ou seriam, talvez dependesse mais do que ele fizesse com a opção. Mas é uma pergunta sem sentido, porque ele não tem essa opção.
Desculpa, esse texto está se tornando pessoal demais. Queria mostrar a confusão de alguém que entra numa realidade onde tudo é perfeito e acabei mostrando a minha confusão.
Não vou terminar essa crônica.
Pense o que quiser sobre o que aconteceu com o personagem. Posso dar as opções: loucura, morte, uma vida perfeita mesquinha, talvez algo mais real na realidade verdadeira, onde ele realmente pode fazer coisas e não é mudado ao prazer dos outros apenas para acomodar a perfeição que jogam sobre ele.
Eu não quero mais continuar.
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Re: Uma crônica qualquer.

Mensagempor Alfa » 21/10/2013 (Segunda-feira), às 17h07min

li tudo.

Acho
1 - quem escreve dependente demais da opinião publica se trava pela falta de retorno. não confunda seu talento com sua popularidade.
2 - sua história está interessante. as primeiras linhas eu li com algum pouco esforço pensando "não vou ficar lendo fanfics", mas logo me envolvi e li tudo até o fim de uma vez. Ou seja: você conseguiu prender a atenção
3 - Talvez o seu maior defeito foi se preocupar demais com os outros e estar desanimado demais. Não gostei de como o narrador, você ficou interligado a história de um modo meio desleixado. Já é arriscado o narrador em terceira pessoa falar diretamente ao leitor em sua obra, mas a forma com que você falou parecia um tanto + comentario de desanimo do que o narrar em si. O assunto em si, e seu jeito de falar são interessante
4 - vê-se que você começou sua história sem saber para onde ia. Isso é um erro grave. Uma história é uma sequencia de eventos, e deve ser planejada. É gostoso soltar sua imaginação e somente escrever, vendo como o leitor, o que vai acontecer de vez em quando, mas certifique-se de rever isto antes de lançar o final. Para contos, é ideal ter um começo meio e fim, e se for iniciante fazer coisas CURTAS para não se empolgar na epopéia e desanimar no meio, que é o que muito acontece
5 - em termos de narração você também foi muito bem, eu diria. Não tava cheio de erros de portugues, e dava para ler a vontade. Você poderia melhorar mais ainda colocando uns paragrafos para ajudar na identificação das linhas por partes principais (faça o que eu digo, não faça o que eu faço, escrevi uma recentemente sem nada disso, mas estou enferrujado)

Achei o tema interessante. Pense em fazer outra história futuramente trabalhando essas idéias. Mas dê um final também, e planeje-o antes.
Mas sério, parabens, não dou nota mais alta porcausa do que falei, e porque por ser curta e encerrada de modo um tanto bruto, não envolveu o mesmo que uma história maior o faria. 6/10.
Pontos fortes: a idéia e narração
Pontos fracos: falta de animo e planejamento
Se Zelda recebe seu nome por causa da deusa... Então a história de que ela recebe esse nome por causa da primeira zelda que adormeceu acabou? Se alguém souber, me manda uma mensagem




Texto escondido (pode conter spoilers): 
Assinatura ainda em obras. Aguardem!
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