Memorias de um passado esquecido. [REMAKE]

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Memorias de um passado esquecido. [REMAKE]

Mensagempor diego16 » 18/04/2012 (Quarta-feira), às 19h13min

Oque eu posso dizer... Isso era oque eu escrevia antes:http://www.zelda.com.br/forum/viewtopic.php?f=9&t=28226

E isso Abaixo é oque escrevo hoje. nada como criticas destrutivas construtivas do HL para moldar um novo escritor. Claro, não foi do dia pra noite. Espero que gostem e comentem, caso não gostarem também comentem. Quero opiniões variadas :D

Capitulo 1- sem rumo.

Deveria ser somente mais um amanhacer para uma pequena aldeia de menos de 200 habitantes, as únicas preocupações que tinham era oque comer e oque fazer no novo dia, mas algo acontecera. Numa manha ensolarada, assim como quase todas as manhas daquele lugar a única coisa que restou da pequena aldeia foi um ancião de longas vestes cinzentas-claras, quase brancas e de chinelos de couro amarronzados. Ele foi acordando aos poucos, com o calor escaldante que ardia em seu rosto e uma dormencia em seu corpo, tentava reunir alguma força, mas seu corpo continuava inerce pela dor aguda em sua nuca e o extremo cansaço, nem vagas lembranças lhe restavam. A cada instante a dor aumentava e cada vez mais seu corpo parecia pesar, como se não bastasse uma areia seca esvoaçava em seus olhos, mas o ancião sentia que se não levantasse logo nunca mais levantaria e não sobraria nada mais do que uma carcaça que se dilaceraria com o extremo calor daquele deserto árido.

Emfim ele se levantou, mesmo com o zumbido que aumentava em sua cabeça, como se fosse perfurar seu cerébro ou até mesmo explodi-lo.Enquanto parte de sua força voltava seu coração batia tão forte que seu peito duía e seus olhos começavam a enxergar algo, dezenas de cabanas rasgadas,toras de madeira que fazia parte das construções arcaicas da aldeia estavam caidas proximo a um longo rio com alguns sinais de verde, muitas outras em todo resto da aldeia, ainda penduradas nos panos velhos e um chão enpoeirado, assim como deve ser num deserto daqueles. O mais intrigante para o ancião foi as notáveis manchas negras espalhadas por todo chão, em tamanhos e formas diferentes, mas todas lembravam queimadas. Por alguns instantes pasmado o ancião observou todas aquelas manchas e seu primeiro questionamento é formado em sua mente "Que fogo queima a areia de deserto"

Confuso ele foi respirando fundo até ter forças para andar, então caminhou lentamente em direção a margem do rio onde viu seu reflexo. Era claro seus sinais de velhice vistos nágua, seu rosto engiado ainda empoeirado se aproximava cada vez mais d'água, como se ele buscasse a sí mesmo em seu reflexo, logo seus longos cabelos brancos entraram n'agua do rio que fluia lentamente. Seus cabelos pareciam brotar do rio e sua face parecia táo diferente de seu reflexo que o deixou vidrado por longos segundos.

Inexperadamente teu proprio reflexo pareceu se mover lentamente, gesticulando nos seus labios uma palavra muda, porém entendivel: Zaquiel. Num piscar de olhos a imagem aparenta voltar a ser a mesma de antes.

"...Zaquiel, parece um bom nome..."- foi nesse momento em que nosso ancião toma nome, Zaquiel.

Sem perder tempo o velho Zaquiel bebeu toda agua que conseguiu beber e se afastou do rio, indo em direção as velhas cabanas, por quase uma hora ele vasculhou os escumbros, não encontrando nada em nenhum deles. Em um indesejavel momento um vento rasteiro começou a pairar pelo chão no que aparentava ser uma futura tempestade de areia, mesmo em ausencia de memória ele presentiu que nada de bom viria dali. Zaquiel estava muito longe do rio e cada vez mais a areia subia pelo seu corpo, até que sua visão sumice, perdendo por completo o rumo. Mas Zaquiel sabia que não poderia parar, se ficasse ali não responderia o emaranhado de perguntas que seu pensamento estava virando.

Em algumas horas de caminhada o velho Zaquiel se deparou com o imenso vazio do deserto, sequer sabia de que direção andou durante o nevoeiro de areia, muito menos por quanto tempo. Logo após o fim deste nevoeiro de tempo duvidoso Zaquiel observa por alguns instante o céu, neste cèu havia uma grande luz amarela, de tão grande parecia descer aos pouos em encontro ao velho.

-... Uma mancha amarela - dizia com as mãos frente ao rosto, vendo a luz entre as brechas dos seus dedos magros.

- O sol. É velho amigo, somos apenas nois dois agora, bom, acha que pôde ser meu guia? hahahaha... - Gargalhou roucamente.

A ídeia de ter um sol como amigo foi tão engraçada que o velho se agaixou devido aos continuos risos. Em pouco tempo ele foi se recompondo ainda meio risonho. Então novamente olhou com olhos entreabertos o sol. Já estava entardecendo e lá estava algo a mais, manchas pretas no céu.

- Corvos?! Ainda não estou morto! Olhemos o lado bom amigo sol, hoje posso alimentar uma familia de corvos.

Os corvos o acompanharam pelo resto da tarde, até que finalmente ele avistou uma vegetação verdosa, o sol o ofuscava, mesmo assim continuou olhando aquilo como se sua vida tivesse sido salva, aquilo era muito diferente dos poucos matos secos que encontrou em meio de tanta areia e dunas.

" Deus, obrigado! Não posso perder essa chance"- pensou enquanto corria ao oasis. - aarg, droga... Não posso parar.

Já sem tanta força Zaquiel diminuiu o passo de sua correria e pressionou seu abdomen numa tentativa de amenizar a dor. Quando chegou finalmente ao oasis que estava em media 100 metros dele, distancia esta que parecia infinita para o velho Zaquiel, ele caiu sobre na grama em dor aguda, como se vários espetos furassem seu estômago, além da incrível dor de cabeça latenjante que começou a sentir, como se seu cerebro fosse se expandir e estourar o próprio crânio. Mesmo neste estado ergueu um pouco a cabeça e avistou uma poça dágua, então foi engatinhando até o pequeno poço. A água era límpida e refrescante. O sol estava quase se pondo.
Zaquiel se encostou numa espécie de palmeira, aproveitando a sombra enquanto e o por do sol, realmente era uma visão magnifica. Os corvos ainda estavam sobrevoando o céu.

- É uma pena que vocês não vão comer churrasco hoje - disse sarcasticamente.

Naquela noite Zaquiel teve um sonho muito estranho. No sonho ele dava giros, muitos giros, e um nevoeiro de luz branca resplandecente surgiu diante dos seus olhos. Nada era muito claro no que via, estava muito turvo, e nos seus giros a única coisa que conseguiu ver, era um cavaleiro, montado em seu cavalo preto com as mãos apontadas para frente e uma luz emitida dessas mãos vindo a sua direção, mesmo assim não viu com muita clareza. Era tão turvo que apenas se podia ver as formas, nem ao menos conseguia distinguir os corpos do cavaleiro e do cavalo, e a luz vermelha era tão clara, que mesmo com o forte nevoeiro branco que o cercava completamente, ele enxergava a luz com grande intensidade. Cada vez mais perto e mais forte, ate que se colidiu com o nevoeiro branco. As luzes mudavam de intensidade constantemente, na medida em que a vermelha diminuía a branca aumentava resutando num tom rosa-claro no final de tudo.
Zaquiel acorda com a luz do seu em seu rosto, ainda era viva a imagem de seu sonho. Ele nem conseguiu distinguir quando toda aquela luz era sonho ou o próprio sol.

- Oque foi isso?! - Se questionou.

Sem dar muita atenção ao sonho logo levantou e recomeçou sua caminhada seguindo o sol em um destino desconhecido.
Aqui embaixo está um link de um Remake de uma fic minha, a refiz adicionando mais detalhes, com algumas pequenas modificações e com uma narrativa melhor.

http://www.zelda.com.br/forum/viewtopic.php?f=9&t=29571&p=562763#p562763

Bah, essa imagem abaixo foi uma brincadeira no paint.
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diego16
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