O Circo Oinómed

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O Circo Oinómed

Mensagempor Four Sword » 25/10/2014 (Sábado), às 10h55min

Capítulo I - Muito distante de um sonho
Texto escondido (pode conter spoilers): 
2004, Kladovo, antiga Sérvia e Montenegro
PPJevrem era um artista de circo que atuava como palhaço. No começo de 2004, conseguiu dinheiro para montar o seu próprio circo e levou seu espetáculo para Kladovo, uma cidade da Sérvia. Porém, sua ideia foi um fracasso. Em um dia, menos de 20 pagantes assistiam ao espetáculo, que era bem pobre: equilibristas que mal conseguiam ficar na ponta do pé e malabaristas com mal de parkinson.
PPO palhaço Jevrem ficou muito decepcionado, e decidiu imigrar para Bulgária, alojando-se em uma cidade chamada Sofia. Lá, ele conheceu mais 2 palhaços que também tentavam o sucesso no circo, cujo nomes eram Damyan e Boris. Diferente de Jevrem, eles já conseguiram mais de 90 pagantes para seus espetáculos que eram razoáveis. Curioso, Jevrem perguntou a Boris como conseguiu tal façanha:
- Diga, como você consegue tanto público assim?
- Público? Rapaz, se você visitasse os circos da Europa Central, não diria que isto é público...
Damyan intromete-se na conversa e diz:
- Disseram que lá na França, um tal de Circo de Solé consegue mais de 800 pagantes por dia
Jevrem, então, abre sua boca impressionado com os números.
- Oitocentos pagantes?! Puxa, isso é realmente demais! Que tal irmos para a França tentar nosso sucesso?
Dayman e Boris se olham por 2 segundos e depois soltam uma gargalhada.
- Jevrem, como você chegou aqui em Sofia? - pergunta Boris
- Bem.. eu tenho um tio que trabalha em uma empresa de caminhões e eu pedi para ele me emprestar um..
- E esse caminhão parou muito pelo caminho? - atreve-se Dayman
- Sim, incontáveis vezes
- É assim que você pretende chegar na França?
Jevrem, muito decepcionado, vira-se e sai sem dizer nada
- Espera! - grita Boris - ganhamos dinheiro com o nosso circo e acho que há como pagar um ônibus. No centro do país, existe uma empresa de viagens
- Sério!? - espanta-se Jevrem, com a chama de esperança acendendo em seu peito
- Claro - afirma Boris - mas teremos que fazer escala, e a viagem pode demorar mais que 2 semanas.. O Circo de Solé só tem vagas abertas até semana que vem
PPJevrem então, arruma suas coisas e segue com Dayman e Boris até o centro do país. Chegando na rodoviária, preparam-se para pegar um ônibus com destino Oradea, cidade do noroeste da Romênia. Depois de uma viagem cansativa de 2 dias, Dayman, Boris e Jevrem finalmente chegam na Romênia, mas não para por aí. Ao por os pés na rodoviária de Oradea, os 3 palhaços tiveram que ir correndo para não perder o ônibus que iria para Budapeste, capital da Hungria. Depois de mais uma viagem de 2 dias, finalmente chegaram ao destino, onde foram a um hotel no centro da cidade para jantarem e descansarem. Às 3 horas da manhã, tiveram que sair para a rodoviária pegar o próximo ônibus com destino a Linz, uma cidade ao norte da Áustria. Conseguiram chegar ao destino, mas faltava apenas mais 1 dia para o fim das inscrições no Circo de Solé, e eles estavam a mais de 1000km de Paris.
Dayman e Boris já tinham perdido as esperanças, mas Jevrem ainda estava eufórico. Então, o palhaço sérvio disse:
- Venham comigo, tenho um plano
- Esquece - diz Boris - o próximo ônibus pra Paris só vai sair amanhã
- Pois vamos pegá-lo agora - diz Jevrem, com cara de maligno
Havia apenas um policial na rodoviária de Linz, e Jevrem caminhava em direção a ele com um pedaço de pau que continha um prego. O sérvio acertou a cabeça do policial em cheio com a ponta do prego, causando uma hemorragia na vítima. Jevrem então, pega a arma da cintura do policial e ameaça o motorista de um ônibus:
- Sai do veículo ou eu atiro!
- Si... sim senhor - diz o motorista desesperado
- Que porra é essa Jevrem? - grita Boris
- Nós não vamos perder a chance de adentrar o Circo de Solé!
Dayman e Boris se vêm sem escolha, e acabam indo com Jevrem


Capítulo II - O sumiço de Jevrem
Texto escondido (pode conter spoilers): 
2004, Basileia, Suíça
PPMuitas ambulâncias estavam compreendidas a ribanceira da principal rodovia da cidade de Basileia que ligava Suíça à França. O ônibus onde estavam os três palhaços acabou derrapando e capotando inexplicavelmente, pois o tempo estava limpo aquele dia.
PPDayman sofreu múltiplas escoriações pelo corpo e está em estado estável, enquanto Boris sofreu um traumatismo craniano e está em estado grave. O corpo de Jevrem não foi achado em meio aos destroços do ônibus, pois o mesmo conseguiu escapar do local do acidente, mesmo com lesões por todo o corpo. Dois policiais que se encontravam no local do acidente dialogaram:
- Ei, esses daí não são os palhaços que roubaram um ônibus lá na Áustria?
- Sim, e se eles sobreviverem, serão deportados para a Bélgica e lá serão levados para a cadeia
- Mas não eram três palhaços?
- Bom, eram. O corpo do que resta não foi encontrado. Provavelmente fugiu para não ser pego pela polícia
Nesse momento, a central de polícia da Suíça chama os policiais através do rádio do carro e os alerta:
- Central para Basileia; um homem teve seu carro roubado perto do local do acidente, quero que averiguem o caso, câmbio
- Câmbio, central - responde o policial - já temos um suspeito do caso, que é um dos palhaços que roubaram o ônibus. O corpo dele não foi encontrado nos destroços, encontramos apenas os corpos dos senhores Boris e Dayman. O suspeito está foragido, câmbio
- Muito bem, câmbio desligo
PPEnquanto isso, as inscrições para o Circo de Solé estavam prestes a encerrar, e um homem tentava sua última esperança:
- Com licença, estou aqui para me inscrever no Circo de Solé
- Qual o seu nome? - pergunta o moço que estava atrás do balcão das inscrições
- Me chamo Dean
- Sua idade?
- Trinta e quatro anos
- Você quer se inscrever para quê?
- Eu queria tentar a sorte como palhaço
- Senhor, me desculpe, mas as vagas para palhaço estão esgotadas
- Me dê uma chance, por favor
- Não sou eu quem administro o circo
- Me deixe falar com seu gerente
- Ele não está no momento
- Senhor, eu vim de Marselha, gastei gasolina do meu carro atoa, por favor, me deixe entrar para o circo!
- Não
Desapontado, Dean se dirige para fora do circo e senta na calçada, prestes a chorar e murmurou:
- O que eu preciso fazer para ter fama?
- Eu posso te ajudar - responde um desconhecido, usando uma máscara e um capuz
- Quem é você? - pergunta Dean
- Você não precisa saber quem eu sou, apenas venha até minha casa
- Não entrarei em casa de estranhos
- Eu não sou estranho. Te conheço muito bem, Jevrem.
- Espere... - Dean começa a se questionar quem pode ser este homem
- Eu te sigo desde que você nasceu. Todas as maldades que você fez durante sua vida fui eu que provoquei. Lembra de Boris e Dayman?
- Juro que minha intenção não era matá-los!
- Era sim, Jevrem... Não adianta negar.
Jevrem então, começa a dar passos para traz e começa a gaguejar
- Eu conheci seu pai - diz o homem desconhecido - ele sempre quis ganhar algo na vida, assim como você.
- Co... como? Meu pai morreu quando eu nasci... e você não aparenta ser velho...
- Seu pai assinou o contrato sem ler
- Mas..? Você quem assassinou meu pai?
- Não, ele mesmo se assassinou...
A arte... é uma explosão!

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Re: O Circo Oinómed

Mensagempor Lord Pikachu » 30/10/2014 (Quinta-feira), às 14h09min

Sinceramente? Tem tantos furos que nem sei por onde começar, cara. Ok, vamos primeiro para algumas coisinhas básicas:
Onde ele conseguiu aquele pedaço de pau? Estava convenientemente jogado por aí? Also, enquanto a pessoa não morre, você não diz que é um corpo, você diz que é uma vítima, e também, a história parece mais uma biografia ou uma noticia de jornal do que uma fanfic cara .-.
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Re: O Circo Oinómed

Mensagempor Scarecrow » 30/10/2014 (Quinta-feira), às 17h06min

Zika, uma "fanfic" é um texto baseado em uma obra já existente (ou pelo menos dividem elementos comuns), então além do texto ser uma criação aparentemente original, isso por si só não pre-determinaria o estilo que o autor "tem" que escolher. Não vejo porque uma fanfic deixaria de ser menos fanfic se ele quisesse ter escrito simulando uma notícia de jornal ou uma biografia, o cu não tem nada haver com as calças.

Ao autor da história, eu acho que você deveria se ater um pouco mais nas descrições a fim de construir melhor os personagens e o cenário.
Isso daria um ritmo muito melhor para a história. Não querendo concordar com o Zika, mas em alguns momentos você realmente descreve a situação como se fosse uma notícia de jornal ou algo do tipo, apenas anunciando o que esta ali e não narrando.

E o treco capotou inexplicavelmente por ter algum mistério por trás ou por preguiça de criar algo em cima disso?
Lembre-se que qualquer adição que você faz a história é um plus, não tenha medo de "encher linguiça" de vez em quando se o objetivo aqui é experimentar e aprender.
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